A interprofissionalidade como condição de excelência
A excelência do cuidado integral depende de prática colaborativa interprofissional. Isso envolve:
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Comunicação estruturada
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Clareza de papéis
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Objetivos terapêuticos compartilhados
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Centralidade no paciente
Nenhuma especialidade, isoladamente, dá conta da complexidade humana. O cuidado verdadeiramente integral emerge da articulação entre saberes — com coordenação clínica consistente.
O verdadeiro significado de cuidar
Cuidar é:
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Permanecer quando o caso se torna crônico
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Integrar quando o sistema fragmenta
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Escutar quando o sofrimento não cabe em exames
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Coordenar quando múltiplos profissionais intervêm
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Sustentar decisões difíceis ao longo do tempo
Na prática cotidiana, isso se traduz em responsabilidade longitudinal, raciocínio clínico contextualizado e compromisso ético com a pessoa inteira.
O Médico de Família e Comunidade garante a continuidade e a coerência do percurso assistencial.
O Médico da Dor aprofunda a abordagem do sofrimento persistente e complexo.
Quando atuam de forma integrada, sustentados por uma equipe multiprofissional qualificada, produzem algo que ultrapassa protocolos: cuidado com sentido, consistência e excelência.